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28/3/2016
Breve notícia da Academia
1955 a 1979 BRASIL BANDECCHI I — O Ápice de Uma Campanha O que se vai ler é um esboço histórico, ou melhor, o registro dos fatos que entendemos os mais notáveis da vida da Academia Paulista de Letras, de 1955 até esta data, pois que do período anterior, o acadêmico Carlos Alberto Nunes já traçou sua história com brilhantismo e mão de mestre. Através da leitura das atas e de relatórios, fontes primárias de que nos valemos, procuramos apresentar o quadro de suas atividades e marcante pre ...
28/3/2016
Gofredo da Silva Telles
QUANDO NOS DISPOMOS A tratar da construção da sede própria e da constituição do patrimônio material da Academia, com rendas líquidas e permanentes definitivamente asseguradas, deveríamos encimar o presente capítulo com o nome, apenas, do Presidente Honorário da Academia, o acadêmico Gofredo Teixeira da Silva Telles, que, com louvável tenacidade e o descortino de administrador experiente da coisa pública e particular, levou a cabo a ideia por muitos combatida ou, pelo menos, afastada como absurda ...
28/3/2016
A sede própria. — Sonho e realidade
“EM QUE CONSISTIA O SONHO de Alcântara Machado? Em ver a Academia construída no Largo do Arouche, precisamente no local onde ela ora se apruma." São palavras de René Thiollier no seu livro de memórias e que resumem a história da Academia Paulista, desde os seus primórdios, sem teto onde acolher-se, até à campanha vitoriosa de um pugilo de idealistas para a realização daquele sonho. A seguir, passa a contar o memorialista como se comportara Alcântara Machado, desde que soube da existência daqu ...
28/3/2016
Afrânio Peixoto
COM O RISCO DE TORNAR fastidiosa a narrativa, foram relatados com certa minúcia os trabalhos da segunda Academia, a Academia de Alcântara Machado, de René Thiollier e de Altino Arantes, e que vai da morte de Amadeu Amaral, em 1929, à renúncia inesperada de Altino Arantes, em dezembro de 56, ao findar-se a instalação da sede própria. Foi uma geração de construtores, no mais lídimo sentido da expressão. Nesta altura, a saber, com o início da construção da sede própria, entra em cena como figura ...
28/3/2016
Oliveira Ribeiro Neto
NESTE PONTO FOI QUE SE distinguiu o acadêmico Oliveira Ribeiro Neto com sua longa folha de serviços em proveito da instituição nascente. Inicialmente consignemos que esse acadêmico foi alçado para um dos cargos da Diretoria no mesmo ano da sua eleição — 1935 — conservando-se, daí para a frente, em cargos de comando: Secretário-geral, Primeiro secretário, e Presidente, até 1970, quando os novos Estatutos da Academia consolidada e rica acabaram com as reeleições de acadêmicos-diretores. Com a refo ...
28/3/2016
A sede própria
ANTES DE FALAR NA construção do seu palácio e nas dificuldades vencidas para alcançar esse desiderato, já no término do longo mandato do Presidente Altino Arantes, precisaremos tratar da interessantíssima questão de saber como foi possível aos primeiros acadêmicos criar uma imagem favorável da Academia, num meio originariamente hostil, sem nunca terem tido um local certo para suas reuniões, nem sequer sala de empréstimo em qualquer Secretaria ou instituição particular? O escritor do Rio ou de Li ...
28/3/2016
René Thiollier
QUANTO A RENÉ THIOLLIER, sempre será pouco o que se disser, no sentido de encarecer o seu grande merecimento nessa longa fase da história da Academia, em que, por falta de sede própria, era difícil tornar-se conhecida no nosso meio como instituição independente e projetar-se fora do Estado com o prestígio de que veio a gozar anos afora, depois de definitivamente instalada na sua nova sede. Só a criação da Revista e a sua manutenção durante tantos anos consecutivos, abriu-lhe um crédito positivo ...
28/3/2016
Alcântara Machado
TENDO COMO GUIA o livro de atas de Ulisses Paranhos, será fácil acompanhar os primeiros passos da Academia renascida, depois de reagrupados os seus membros e de eleita a nova diretoria. Foram dois anos de trabalho fecundo e de sincero entusiasmo dos titulares, muito embora ainda se ressentisse a associação do seu defeito original, por falta de sede própria e de secretaria devidamente organizada para a guarda e conservação de documentos. Como no início da reforma, reuniam-se com mais freqüência o ...
28/3/2016
Acomodação final
FICARIA INCOMPLETA A RELAÇÃO dos acontecimentos daqueles dias agitados, se não mencionássemos a nota cômica da reforma, com o recebimento de um telegrama em espanhol, que de Buenos Aires enviou Aristeu Seixas, pondo à disposição da nova Diretoria a Cadeira n° 24, para maior facilidade na reformulação do quadro. De pequenas diferenças regionais da fala havia exemplos naquela agremiação de escritores paulistas, tendo sido o próprio Amadeu Amaral um dos primeiros estudiosos da matéria a chamar a at ...
28/3/2016
Acertos e desacertos
A DISTÂNCIA DE MEIO século, a leitura deste documento ainda nos comove, ante as dificuldades vencidas por aquele punhado de escritores, no afã de dotarem o nosso Estado com uma instituição cultural à altura de suas tradições. Os próprios defeitos estilísticos da peça, ou, digamos, certo desalinho na exposição dos fatos, a frase um tanto presa, traem a tensão em que se achava Amadeu Amaral no ato de redigi-la. Nem se concebe que em tamanha agitação tivesse alguém disposição para pensar no arredon ...
28/3/2016
Dificuldades
A PRINCIPIO, OS TRÊS promotores da reforma meteram mãos à obra sem problemas à vista, tendo ficado estabelecido desde a segunda sessão — de 25 de abril — que se preenchessem imediatamente as vagas por morte, e ficassem para mais tarde as eleições para as poltronas dos ausentes. "Os acadêmicos residentes fora de São Paulo figuram agora na nova classe dos acadêmicos ausentes", de acordo com a redação dos Estatutos reformados por Spencer Vampré, o que dá a entender que ficavam desocupadas as respec ...
28/3/2016
A Reforma Gomes Cardim
NÃO HÁ LEMBRANÇA de que Aristêo Seixas houvesse em algum tempo vindicado para si, de palavras ou por escrito, o mérito de ter contribuído de alguma forma para o reerguimento da Academia. No entanto, sem estar convencido desse fato, o impulso inicial partiu dele. Tão certo se encontrava de que na década de vinte só existia um simulacro de Academia, não uma sociedade regularmente constituída e com plena consciência de suas atribuições, que, já na vigência dos seus cinco mandatos sucessivos de P ...
28/3/2016
Declínio e morte aparente da Academia
DAI EM DIANTE escasseiam os documentos relativos a manifestações de vida da instituição fundada em 1909; depois de um decênio de reduzida atividade, positiva-se longo período de retraimento, senão mesmo a dissolução da companhia, conforme se expressou Amadeu Amaral naquela conjuntura. Não; foi apenas hibernação prolongada, morte aparente, a que se seguiu o ressurgimento, com sinais iniludíveis de vida e disposição para o trabalho. Dessa idade intermédia restam-nos poucos documentos, mas muito ...
28/3/2016
Vicente de Carvalho
AINDA NA FASE preparatória; falta considerarmos a exclusão de Vicente de Carvalho da relação dos sócios fundadores da Academia, particularidade tanto mais de admirar por ter sido o poeta santista, conforme já vimos, um dos mais entusiastas componentes da Academia de 1907, que morreu ao nascedouro. Ele e a poetisa Francisca Júlia, luminares no nosso horizonte literário, no começo do século. De Francisca Júlia conta-se o que também se diz com maiores visos de probabilidade, da poetisa Zalina Rolim ...
28/3/2016
Data da fundação
MAIS INTERESSANTE e de mais fácil solução, é a questão da data da fundação da Academia. Fato público e rumoroso, conforme vimos, e sobejamente documentado pelos jornais do dia e a publicação de um livro totalmente dedicado a esse acontecimento, com o passar dos anos, datas diferentes foram atribuídas à efeméride. Nunca esta expressão calhou tão bem no seu significado primitivo, da transitoriedade da nossa condição humana, como com referência à duração da Academia na memória até mesmo dos part ...
28/3/2016
A Polêmica
Mas, já é tempo de tratar da polêmica surgida nos primórdios da Academia, antes mesmo de inaugurada e quando a ideia da sua criação não passava de projeto sem probabilidade de vir a concretizar-se. Combatida por muitos e recebida sem grandes simpatias pelos próprios escritores que acabariam por constituir dentro de pouco o seu quadro social, foi graças à tenacidade do Dr. J. J. de Carvalho e ao seu entusiasmo contagiante que alguns intelectuais do nosso meio se congregaram em torno dessa ideia, ...
14/11/2012
O Dr. Joaquim José de Carvalho
POR ISSO MESMO, será de elementar justiça determo-nos na apreciação dessa figura a quem São Paulo tanto deve com a criação da sua Academia de Letras, obra exclusiva da sua tenacidade, e levada avante ao arrepio da estagnação do meio, da timidez dos escritores de maior prestígio na São Paulo de então, e da oposição da maioria despreparada que se opunha à ideia estapafúrdia daquele médico que nem era paulista de quatrocentos anos nem mesmo de antiga militança na capital do Estado. Nascido em 18 ...
14/11/2012
A Academia de 1907
APESAR DOS PESARES, nesse ponto a Revista do acadêmico René Thiollier nos presta ótimo serviço, por guardar, até com excesso de zelo, documentos de primeira ordem, principalmente cartas, que nos permitem surpreender em pleno funcionamento a malfadada Academia de 1907, de duração efêmera. E não apenas transcrição na Revista; os próprios originais, conservados pelo prestimoso Secretário-Geral. Conhecido o entusiasmo com que se puseram em campo os promotores da ideia, naquela altura ninguém pode ...
14/11/2012
Início
Todo histórico aqui publicado da APL esta calcado na publicação "ACADEMIA PAULISTA DE LETRAS 70 ANOS". A maior desvantagem para quem se dispuser a escrever a história da Academia Paulista de Letras consiste na penúria de documentos fidedignos para a reconstituição do seu passado. Da festa inaugural, na noite de 27 de novembro de 1909, possuímos um excelente documentário — a peça mais bem elaborada de todo o arquivo da Academia — da autoria do ideador do Silogeu, o Dr. Joaquim José de Carvalho ...
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