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UMA NOVA VERSÃO DO MUNDO
Acadêmico: José Renato Nalini
É o momento de se aproximar da China, valer-se de sua expertise eletrônica, fazer coisas boas para as pessoas.

Uma nova versão do mundo

Muita gente anda pessimista. O mundo parece mais violento, mais cru, mais maldoso, menos acolhedor. É mera sensação, ou há muito de verdade nisso?

Os pensadores dão variadas respostas. O economista Michael Spence, ganhador do Nobel em 2001, diz que é isso mesmo. O mundo mudou e nós é que temos de mudar para acompanhá-lo. Não há lugar para a nostalgia do passado.

É evidente que uma geopolítica egoísta – os Estados Unidos deixaram de integrar mais de sessenta instituições multilaterais – oferece incertezas e impõe a urgência de reflexão profunda. Isso não impede, ou até estimula, que as economias asiáticas, europeias e sul-americanas prossigam no comércio multilateral, apesar dos tarifaços ianques.

A IA – Inteligência Artificial cria perplexidade e estupor. Ressuscita mortos, faz os vivos assumirem posturas ridículas, que só os completamente imbecis não percebem ser fruto de manipulação. Isso desperta na juventude que já nasceu algorítmica e com chip, o desejo de inovação e a oferta de soluções para problemas que pareciam insolúveis.

A China continua a ser inspiração para os países emergentes. Conseguiu, em algumas décadas, eliminar ou reduzir problemas milenares. Domina mais de um terço da manufatura global. É admirável que ali já não exista lixo. Em seu lugar, árvores e flores. A primavera “buganvília” está em todos os espaços. E gente sorridente, feliz, polida e gentil.

Será que a China oferece aos que antes eram dóceis satélites dos Estados Unidos, uma nova perspectiva de administração de seus problemas, redução da pobreza, inclusão da juventude no mercado de trabalho e desenvolvimento sem precedente da tecnologia e da ascensão científica, em Universidades que se tornaram as mais eficientes e bem-sucedidas do planeta?

É o momento de se aproximar da China, valer-se de sua expertise eletrônica, fazer coisas boas para as pessoas. E lembrar que a maior ameaça que recai sobre a humanidade é o cataclismo climático. Enfrentá-lo com garra, determinação e coragem é o que garantirá o futuro de nossos netos.

Publicado no jornal Diário do Litoral, em 07 10 2026



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