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![]() Acadêmico: Antonio Penteado Mendonça O setor de seguros oferece oportunidade de trabalho para muitos profissionais
Seguros - um setor com futuro Às vezes demora para percebermos algumas verdades óbvias, que estão voando na nossa frente, sobre as quais falamos regularmente, mas sem prestar a devida atenção. É o caso do setor de seguros. Quem sabe por trabalhar com ele ao longo de vários anos, acabei não percebendo um dado muito importante para quem já está no mercado e para quem quer escolher uma atividade profissional. Atualmente, o Brasil tem relativamente pouco seguro. Não cabe aqui analisar as razões disso, mas o fato é que a grande maioria da população não tem om mesmo grau de proteção oferecida pelas seguradoras, inclusive em outros países latino-americanos. Seria o copo meio cheio ou o copo meio vazio, dependendo do ponto de vista. Só que no caso brasileiro seria o copo 1/3 cheio e 2/3 vazio. Pode parecer incrível, mas esse é o retrato real da penetração do seguro na sociedade brasileira. Ela é muito reduzida. Em números, o quadro fica mais fácil de ser compreendido. Começando pelo seguro mais conhecido que é o seguro de veículos, numa frota com mais de 70 milhões de unidades, apenas alguma coisa ao redor de 15 está segurada. Há quem fale em 25, mas não é sobre o total da frota e sim sobre os modelos seguráveis, de acordo com as regras das seguradoras, o que é diferente do total de veículos rodando no país. Recentemente foi autorizado o ingresso de cooperativas de seguros e associações de proteção patrimonial mutualistas no segmento de proteção de riscos. Esta autorização com certeza terá como consequência o aumento do número de veículos protegidos, mas este aumento dependerá, além da atuação das empresas que fornecem a proteção, também da ação direta de corretores de seguros que estarão na linha de frente, vendendo a proteção. São milhões de veículos de todos os tipos que precisam alguma forma de proteção. Em relação aos imóveis segurados, o quadro não é melhor. Há um vácuo de proteção ao redor de 70. Pode parecer incrível, mas algo próximo de 70 dos imóveis residenciais brasileiros ou não têm seguro nenhum, ou estão mal segurados, principalmente no tocante aos danos causados por eventos naturais. São milhões de imóveis espalhados por todo o país esperando para serem segurados. O quadro não é melhor quando analisamos as empresas médias e pequenas. Elas também, em sua maioria, ou não têm seguros, ou têm seguros extremamente rudimentares que não oferecem proteção efetiva contra os riscos que as ameaçam. E o quadro se repete nos seguros de transporte de cargas. Ainda que sendo obrigatório, a maioria das operações não são seguradas. Na mesma toada, menos de 5 do agronegócio brasileiro é protegido por seguro. E o quadro não melhora muito quando se toma o percentual da população que tem seguros de vida, acidentes pessoais ou planos de previdência complementar. Num momento em que a extinção de postos de trabalho preocupa a todos, o setor de seguros surge na contramão, oferecendo oportunidades para milhares de profissionais. Há espaço do lado dos que assumem os riscos, há espaço na distribuição e há espaço nos serviços especializados. Cabe aos interessados se prepararem para atuar nele. Publicado no jornal O Estado de S. Paulo/Opinião, em 08 09 2026 voltar
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