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![]() Acadêmico: Antonio Penteado Mendonça A gente tenta mudar o tema, mas não consegue. A emergência climática não dá mole, nem trégua, quando olhamos em volta, ali está ela, de novo, batendo de frente e mostrando que é muito mais forte.
De novo, a emergência climática A gente tenta mudar o tema, mas não consegue. A emergência climática não dá mole, nem trégua, quando olhamos em volta, ali está ela, de novo, batendo de frente e mostrando que é muito mais forte. Uma semana atrás, o tema eram as chuvas que atingiam o Rio Grande do Sul, impactando 49 municípios. Agora, na quarta-feira passada, depois de um tornado arrasar 3 cidadezinhas do interior gaúcho, um vendaval se abateu sobre São Paulo e Rio de Janeiro, atingindo as duas capitais e os respectivos litorais. Os estragos foram sérios e as imagens impressionantes. Especialmente as dos barcos jogando feito brinquedos no canal de São Sebastião. O vendaval atingiu a região em plena “Semana de Vela de Ilhabela”, quando um grande número de embarcações, especialmente veleiros, estava ancorado em frente ao iate clube da ilha, para disputar as regatas programadas para o evento. Os filmes mostrando barcos balançando violentamente de um lado para o outro, presos por suas poitas e âncoras, enquanto outros eram arremessados para a costa, são assustadoras. Não sei quantas embarcações naufragaram ou tiveram seus cascos destruídos, mas pelo menos meia dúzia não volta a navegar. Em São Paulo a imagem mais impressionante foi uma enorme araucária caída em cima do telhado da casa ao lado do terreno onde fora plantada. Os estragos foram sérios. Além do caos nos aeroportos, que precisaram cancelar e adiar voos, dezenas de milhares de imóveis ficaram sem energia elétrica. Aqui cabe um parêntese: desta vez, a culpa não foi da Enel. No Rio de Janeiro os estragos foram mais sérios ainda. A cidade parou. Trens e metrô ficaram sem energia, a cidade ficou no escuro, árvores caíram e interromperam o trânsito em algumas das principais avenidas. E o litoral sul do Estado também foi severamente atingido pela ventania. Falar de novo que se fez muito pouco para planejar minimamente ações para enfrentar uma situação como essa é chover no molhado. Agora é enfrentar o bicho do jeito que o bicho vem. E pelo que vimos nos últimos dias, a coisa vai ser séria. Os impactos do “Super El Niño” estão só começando. De acordo com os especialistas, eles devem crescer ao longo do segundo semestre e isso não é bom para ninguém, especialmente para a população mais exposta aos estragos que as tempestades e outros eventos naturais podem causar. É verdade, nenhum ser humano, sociedade, país ou governo tem capacidade para enfrentar os eventos naturais de grandes proporções. É olhar o que acontece no mundo para ver os estragos dos terremotos, dos incêndios florestais, dos tufões, tornados e tempestades. No máximo, dá para atuar depois. Os países mais bem preparados sofrerão menos, a recuperação será mais rápida e parte dos prejuízos transferida para o setor de seguros. Os menos preparados sofrerão mais e a conta será bem mais cara. Eles não têm seguros para fazer frente as perdas. Pena que o Brasil está neste grupo. Publicado no SindsegSP, em 31 07 2026 voltar
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