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![]() Acadêmico: Eugênio Bucci Dia 09 de março, às 19h, na Livraria da Vila (Fradique Coutinho, 915) e contará com um bate-papo do autor com o jornalista Cadão Volpato e com o professor Pasquale Cipro Neto, seguido de sessão de autógrafos.
O acadêmico Eugênio Bucci lança livro de poesia "Os Dois Hemisférios do Meu Colarinho". Um surto de estratégias poéticas e boas histórias. Sim, Eugênio Bucci conta boas histórias de amor em seus poemas. E nas verdadeiras boas histórias, nem sempre as coisas acabam bem. (Afonso Borges) Estava na hora da poesia cortante de Eugênio Bucci ser reunida em um livro como este, que dá voz a uma geração. (Cadão Volpato) Logo nos primeiros poemas de seu Os Dois Hemisférios do Meu Colarinho, Eugênio Bucci mostra o que parece impossível: a poesia dele é tão forte e profunda quanto os livros que já escreveu e os artigos que publica na imprensa. Bucci é um dos grandes pensadores deste país. (Pasquale Cipro Neto) Eugênio Bucci lança no dia 9 de março de 2026 (segunda-feira), às 19h, em São Paulo, o livro Os Dois Hemisférios do Meu Colarinho, publicado pela Ateliê Editorial. O evento acontecerá na Livraria da Vila (Fradique Coutinho) e contará com um bate-papo do autor com o jornalista Cadão Volpato e com o professor Pasquale Cipro Neto, seguido de sessão de autógrafos. Reconhecido como um dos principais pensadores brasileiros da comunicação contemporânea, Eugênio Bucci reúne na nova obra poemas que transitam entre arte, política, erotismo, linguagem e cultura. Os poemas de Os Dois Hemisférios do Meu Colarinho são achados e perdidos no tempo errado da gramática. Ele a usa, a gramática, e desencaixa as prateleiras usuais das rimas para criar campos da linguagem, ora irônicos, ora icônicos: “e ainda por cima / essa rima / essa rima / que não rima nem sai de cima”. Em artimanhas desconcertantes, Bucci joga longe do lugar-comum e oferece pérolas no nosso bel-prazer: “é ele que me abraça quando / no telescópio e desuso que a minha curiosidade já não quer / balança e depois descansa / uma blusa de mulher”. Ou “o amor é um buraco negro no meio do peito / quando não é feito”. O título do livro funciona como uma metáfora para a convivência nem sempre pacífica entre diferentes formas de perceber, interpretar e narrar a realidade. Os “dois hemisférios” evocam tensões recorrentes na obra de Bucci: razão e sensibilidade, rigor intelectual e experiência cotidiana, análise conceitual e observação do mundo vivido. Ao longo dos poemas, o autor articula esses polos sem recorrer a simplificações, mantendo uma linguagem clara, precisa e acessível, característica de sua trajetória intelectual. Dividido em duas partes, intituladas “politicaô” e “libertímido”, o livro explora, de um lado, a política como espetáculo, vaidade e retórica, e, de outro, a fragilidade afetiva, o desejo e a melancolia do sujeito contemporâneo. Lucas Lanna Resende, do jornal Estado de Minas, destaca que “a poesia de Bucci opera por neologismos, deslocamentos semânticos e ironia, desmontando lugares-comuns tanto do discurso político quanto do amoroso em uma linguagem poética capaz de abordar questões que escapam ao jornalismo e ao ensaio racional”. Parte significativa dos poemas foi escrita a partir de 2005, período em que Eugênio Bucci presidia a Radiobrás, em Brasília. O contexto político daquele momento e as tensões da vida pública serviram de gatilho para um “mergulho poético” que o autor manteve guardado por anos. O livro agora dialoga com um tempo de reacomodação política e revisita, com distanciamento crítico, as ilusões, vaidades e constrangimentos tanto da esfera pública quanto da esfera íntima. A escolha dos convidados para o bate-papo de lançamento reforça essa dimensão do livro. Cadão Volpato, jornalista e escritor com atuação marcante na imprensa cultural, e Pasquale Cipro Neto, professor e estudioso da língua portuguesa amplamente conhecido do público, contribuem para ampliar o diálogo sobre escrita, oralidade, poesia, mídia e pensamento crítico e para situar a obra no cruzamento entre linguagem, comunicação e cultura. Eugênio Bucci é Professor titular da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP). Construiu uma carreira que articula produção acadêmica, atuação profissional e intervenção no debate público. Foi presidente da Radiobrás (atual EBC), diretor da revista Teoria e Debate e colunista de diversos veículos da imprensa brasileira. É autor de livros de referência sobre jornalismo, comunicação e ética, adotados em cursos universitários e amplamente discutidos no meio intelectual. voltar
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