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PARA FECHAR O ANO
Acadêmico: Antonio Penteado Mendonça
2025 foi um ano positivo. Claro que poderia ser melhor, mas seus resultados apontam um 2026 consistente

Para fechar o ano

Na festa de fim de ano da CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras), Roberto Santos, presidente de seu conselho diretor, fez uma fala curta, mas objetiva. Nela ele mencionou 5 pontos relevantes para explicar o que aconteceu em 2025 e para onde o setor deve marchar em 2026.

O primeiro ponto foi o desempenho do setor de seguros ao longo do ano. Se desconsideramos o VGBL, a atividade seguradora cresceu 9. É um número mais ou menos semelhante ao que vem acontecendo ao longo dos últimos exercícios e que reforça a pujança do mercado e sua capacidade de crescer acima da maioria dos outros setores econômicos nacionais.

Mas se incluirmos o VGBL na conta, o impacto dramático do IOF de 5 que o governo impôs aos investimentos acima de 600 mil reais nos produtos de previdência complementar aberta cobrou seu preço. Com o VGBL na conta, em 2025, o setor de seguros tem seu crescimento reduzido para 1,7.

O segundo ponto lembrado por ele foi a redução das despesas administrativas médias das seguradoras de 18 para 16. É um dado extremamente positivo porque mostra a eficiência operacional das companhias e sua capacidade de melhorar seu rendimento.
Dois pontos percentuais a menos fazem uma diferença muito grande quando se fala dos volumes gerenciados pelo setor. Estes recursos podem ser investidos para baratear o preço dos seguros, beneficiando o segurado e a sociedade e, consequentemente, a própria atividade que com condições melhores pode aumentar a penetração de seus produtos.

O terceiro ponto é a entrada em vigor da lei 15.040/24. Conhecida como marco legal do seguro, a nova lei substitui o Código Civil como a responsável pelas relações contratuais entre seguradoras e segurados. Com base em seus dispositivos, ela deve rapidamente se transformar numa ferramenta de desenvolvimento, já que, com sua abordagem em prol do segurado e exigência de maior clareza na relação contratual, deve aumentar a segurança e facilitar o funcionamento da atividade.

Seu quarto ponto foi a chegada das cooperativas de seguros e das associações de proteção patrimonial mutualistas, que devem ter seu funcionamento regulamentado rapidamente, colocando mais duas opções de proteção de riscos para o consumidor brasileiro.

Finalmente, o quinto ponto é sobremodo importante. A participação do setor na COP30, com a montagem da casa do Seguro em Belém, abre um novo momento para a atividade dentro da sociedade brasileira. Depois da Casa do Seguro e dos resultados alcançados durante a realização da conferência do clima no Pará, o setor de seguros brasileiro passa a ser obrigatoriamente um player a ser considerado e consultado para a formulação das políticas macroeconômicas.

Entre secos e molhados, 2025 foi um ano positivo. Claro que poderia ser melhor, mas seus resultados apontam um 2026 consistente e capaz de impulsionar o setor de seguros em direção a meta prevista pelo Plano de Desenvolvimento do Mercado de Segurador, a ser alcançada em 2030.

Publicado no SindsegSP, em 19 12 2025



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