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  Presidente:
José Renato Nalini
Largo do Arouche, 312
e-mail: acadsp@terra.com.br
   

03/08/2010 – Ano XIX
 

Fique por dentro das novidades da Academia Paulista de Letras
 
  TEXTO DA SEMANA  
 

GERALDO VIDIGAL

Faleceu meu grande amigo,
O Geraldo Vidigal.
Esteve sempre comigo,
Cantando como um jogral.

Foi com “Predestinação”
Que fez de 45
Nascer uma Geração,
Do verso dourado brinco.

Professor foi de Direito
E da amizade sincera,
A todos impôs respeito
Com ares de primavera.

Perde o Brasil um gigante,
Que tinha sonhos d’infante.

SP., 29/08/2010.

 
 
Ives Gandra da Silva Martins - Cadeira 31
 
 


 
 

Palavras proferidas por ocasião do falecimento de Fernando Bandeira de Mello Marins, filho do ilustre acadêmico Francisco Marins

"A morte não é nada"

 
 

Desejo expressar, os sentimentos de profunda gratidão, de todos os membros da família Fernando Marins, pelas condolências, solidariedade e conforto religioso recebidos de tantos amigos, na ocasião em que o Altíssimo chama-o, “para o outro lado do Caminho” – como disse Santo Agostinho na bela oração de A Cidade de Deus, que vamos ler com muita emoção. Ela, certamente, pode servir a tantos que já passaram por estes momentos de dor e meditação.
A MORTE NÃO É NADA
“A morte não é nada. Eu somente passei para o outro lado do Caminho.
Eu sou eu, vocês são vocês.
O que eu era para vocês, eu continuarei sendo.
Me deem o nome que vocês sempre me deram, falem comigo como vocês sempre fizeram.
Vocês continuam vivendo no mundo das criaturas, eu estou vivendo no mundo do Criador.
Não utilizem um tom solene ou triste, continuem a rir daquilo que nos fazia rir juntos.
Rezem, sorriam, pensem em mim. Rezem por mim. Que meu nome seja pronunciado como sempre foi, sem ênfase de nenhum tipo. Sem nenhum traço de sombra ou tristeza.
A vida significa tudo o que ela sempre significou, o fio não foi cortado. Porque eu estaria fora de seus pensamentos, agora que estou apenas fora de suas vistas?
Eu não estou longe, apenas estou do outro lado do Caminho...
Você que aí ficou, siga em frente, a vida continua, linda e bela como sempre foi.”

Beijo, agradecido, o anel sacerdotal de Dom Fernando, de nossa Academia de Letras e abraço, na pessoa do amigo por oitenta anos, Hernâni Donato, todos os que compareceram a esta comovente cerimônia.

 
 
Francisco Marins - Cadeira 33
 
 
 


  NOTÍCIAS  
Inscrição para a Cadeira 24

Com o falecimento do ilustre acadêmico GERALDO DE CAMARGO VIDIGAL, ocorrido no dia 29/08, está vaga a Cadeira 24 da APL. Geraldo de Camargo Vidigal era polígrafo (poeta, professor de Direito, contista, conferencista, historiador, parecerista, autor de obras filosóficas, de historietas para seus netos), publicou duas dezenas de livros, voltados para esses diferentes setores do espírito, assim como fundou e dirigiu numerosas revistas dedicadas à Poesia, ao Direito e à Vida

Na sessão em sua homenagem, ocorrida no dia 02/09, foi declarada vaga a Cadeira 24.

As inscrições encerram-se no dia 02/11/2010.

22/06/2010
Poeta Paulo Bomfim recebe homenagem do TRE-SP
O secretário de Relações Institucionais do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP), poeta Paulo Bomfim, recebeu nesta terça-feira (22/6) do presidente do Tribunal Regional Eleitoral paulista (TRE-SP), desembargador Walter de Almeida Guilherme, o "Colar do Mérito Eleitoral Paulista".
Falando em nome do Tribunal Eleitoral, o desembargador do TJSP Antonio Carlos Mathias Coltro mencionou episódios da trajetória do homenageado. “Não só pela produção literária de Paulo Bomfim, mas também por sua ligação com o Judiciário, esta corte lhe rende esta homenagem como forma de amizade e engrandecimento”.
O procurador Pedro Barbosa Pereira Neto discursou em seguida, em nome da Procuradoria Regional Eleitoral, e agradeceu ao “esmerado artífice das Letras” por seu legado. Na sequência, o advogado Marcelo Sampaio Soares ressaltou, em nome da Ordem dos Advogados do Brasil – Secção São Paulo, os serviços prestados pelo poeta ao TJSP.
Bomfim também falou. “Esta tarde tem o dom de devolver a poesia ao poeta; mesma tarde em que ele completa 70 anos de poesia.” Leu, ainda, poema de sua autoria exaltando a Revolução de 1932.
 A cerimônia foi encerrada por Walter de Almeida Guilherme, que lembrou as contribuições do poeta ao TRE. “Convidado a elaborar o Museu Eleitoral Paulista, Bomfim concebeu mais do que um projeto, mas o resgate da memória político-eleitoral de São Paulo. (...) Poderia Paulo Bomfim, por tudo o que fez e faz, ter vaidade. Mas preferiu ser simples e ensinar-nos a pensar; ensinar-nos a viver”, encerrou o presidente do Tribunal Eleitoral paulista.

Assessoria de Imprensa TJSP – GM (texto) e AC (foto)