No
quartel de Santana, antes de
ter sido morada dos
irmãos Andrada,
existiu no
século XVII a
sede da fazenda do
Capitão Salvador
Pires de
Medeiros e de
sua mulher Ines
Monteiro de
Alvarenga, a
célebre “Matrona” do
seiscentismo paulista,
proprietários de
terras na Serra
da Cantareira, no
“Ajuá”, e de
sesmaria no local
denominado “Jatuai”, em
Sorocaba.
Salvador
Pires de
Medeiros, era
filho do
Capitão Salvador
Pires,
procurador do
conselho em 1563 e de
Meciauçu,
neta de Antonio
Rodrigues,
português que já se
encontrava em São Vicente, antes de 1532,
estabelecido no
Tumiaru, e de Antonia
Rodrigues,
filha do
Cacique Piquerobi.
Da união da “Matrona” com
esse sertanista que participou das bandeiras de
Nicolau Barreto e
Raposo Tavares,
provém Maria
Pires de
Medeiros que se casa com Antonio
Pedroso de
Barros,
potentado em
arcos e
terras,
que toma parte em
diversas entradas sulinas inclusive
naquela destroçada no
Mboré.
Antonio
Pedroso de
Barros foi morto por seu cunhado Alberto
Pires que, enciumado, mata também a própria esposa. O temperamento violento do
Cacique Piquerobi explode num descendente, cinco gerações mais tarde. O assassinato de Antonio
Pedroso de
Barros daria início à luta dos
Pires e Camargos
que ensangüentaria São Paulo por mais de um
século. Seu
filho, Pedro Vaz de
Barros, torna-se dos homens mais poderosos de Piratininga, descobrindo ouro no Ribeirão do Carmo e nas proximidades de Furquim, em Minas Gerais. Foi casado com Maria Leite de Mesquita, pais de Isabel Pais de
Barros casada com João Correia Penteado, antepassados de minha avó Zilota
que gerações mais tarde, abrandaria o sangue de
Piquerobi e transformaria o ódio
da Matrona num sorriso de perdão.
Entradas pelo chão do nunca mais:
As últimas palavras permanecem
Flutuando como pássaros exóticos,
Na tarde cinza dos que não partiram.
O adeus floresce nas encruzilhadas,
E a despedida é curva do caminho.
O rio é espada separando corpos,
E o brilho do metal é pranto amargo.
Vozes do longe, canto de cachoeiras,
Noivados do mistério, inquietação
Com botas de loucura e pés dourados...
As Serras são Penélopes fiando
Distância. Sobre seios de cristal,
Os homens dormirão o