Get Adobe Flash player

Academicos atuais

Aguarde...

Acadêmicos anteriores

Aguarde...

Online

Nós temos 15 visitantes online

XÔ! ALZHEIMER

Estive no Tribunal de Justiça do Rio para cumprir uma agenda pesada. Pela manhã, mesa redonda de discussão do novo conteúdo programático dos cursos de formação e aperfeiçoamento do magistrado fixados pela ENFAM. A Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados mantida pelo STJ. À tarde, palestra sob o título “Um Perfil do Juiz dos Juizados Especiais – A Ética da Conciliação”, a convite de meu amigo, o desembargador TIAGO RIBAS, ex-Presidente daquela Corte.

Almocei num restaurante simpático, próximo ao Tribunal, chamado “Cais do Oriente”. Mas à noite, já liberado da parte oficial, escolhi um “self service” próximo ao meu hotel. Despertou-me a atenção uma senhora muito elegante. Bem vestida e com um bonito chapéu. Jantava sozinha, mas cantarolava as músicas bossa nova executadas ao piano ambiente. Logo vi que ela gostaria de conversar. E foi ela mesma quem puxou conversa.
“Você gosta de bossa nova? Estas são as da melhor fase de Jobim, Carlinhos Lyra e Johny Alf!”.

Começou a contar a sua programação semanal, toda vinculada ao crescimento cultural. Não perdia uma peça de teatro. Quando gostava, assistia duas ou três vezes. Elogiou o desempenho de artistas brasileiros que são respeitados no exterior por sua performance. Assim Fernando Eiras e Cacá Carvalho, o paraense que no Brasil é lembrado por seu personagem “Jamanta” na TV, mas que é reconhecido como o melhor intérprete de Pirandelo na pátria do autor de “Il fu Mattia Pascal”.

Tão bom o seu trabalho que a própria família de Pirandelo o convidou a hospedar-se em casa do dramaturgo e a ocupar seu próprio quarto. A simpática senhora ocupa as suas noites com os encontros teatrais e musicais e mantém-se antenada com o que o Rio oferece nessa área e que não é pouco. Além da cidade mais linda do mundo, a conciliar praia e floresta, a vida cultural é uma atração permanente.

Feliz de quem pode acompanhá-la. O exemplo de vida que me ofereceu D. Edi Eiras Pinheiro – esse o seu nome – faz-me lembrar que a vida não pode ser só trabalho. Manter-se atento ao belo é agradável e talvez ajude a manter afastado o alemão que teima em ceifar a consciência de pessoas as mais eruditas. 
Banner