A
política pública cega e
burra sepultou a
ferrovia e
lançou os brasileiros na volúpia automobilística. A
opção condenou as
cidades a
uma poluição insolúvel e
reduziu a
longevidade a
muito custo conquistada pelos avanços da medicina e
da tecnologia dos
diagnósticos. O
trem,
transporte limpo,
seguro e
barato,
é uma reminiscência arqueológica. Para se
ter a
ideia do
que era
viajar de
trem,
ressurgiu o
projeto do
‘Expresso Turístico’. Um
passeio da Capital a
Jundiaí,
que só acontece aos sábados. O
custo do
primeiro bilhete é 28
reais.
Mas do
segundo em
diante –
para o
mesmo grupo – o
preço é 14
reais.
O
passeio começa na Estação da Luz,
já em
si algo que não pode deixar de
impressionar e
que hoje ostenta o
Museu da Língua Portuguesa,
passa pela estação Palmeiras/
Barra-Funda,
Água Branca,
Lapa,
Piqueri,
Pirituba, Vila
Clarice,
Jaraguá,
Perus,
Caieiras, Franco
da Rocha,
Baltazar Fidelis, Francisco
Morato,
Botujuru, Campo
Limpo Paulista,
Várzea Paulista e
Jundiaí.
Aqui, o
turista pode visitar a
cidade por sua conta ou escolher um
dentre três roteiros: 1.
ecológico,
visita e
caminhada pelas trilhas da Serra do
Japi, 2.
circuito das frutas:
visita a
propriedades rurais e 3. cultural:
passeio pelo centro histórico e
visita monitorada aos museus Ferroviário, Solar do
Barão de
Jundiaí e
da Energia.
É importante que a
cidade se
conscientize de
que essa é uma fonte nova de
possibilidades para quem está a
enfrentar a
crise econômica.
Os restaurantes,
os parques, o
artesanato,
os viveiros de
mudas,
os souvenirs,
tudo pode oferecer um
atrativo a
mais ao paulistano que sente necessidade de
abandonar a
megalópole no final de
semana.
Mais do que isso, é preciso criar um clima de receptividade. Quem é bem tratado tem vontade de voltar. E de trazer mais gente para conhecer o lugar que o agradou. Os setores interessados devem formar jovens para servir como guia turístico, propiciar mais atrações aos visitantes, fornecer novas opções a quem chega à cidade. A distância entre a capital e Jundiaí justifica este lugar como um destino atraente. Quem está sem nada para fazer num fim de semana, é só decidir e depois de uma hora está em Jundiaí.Se encontrar coisas novas, de certo voltará. E isso é bom para a cidade.