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Crônicas José Renato Nalini TODOS TÊM UMA!

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TODOS TÊM UMA!

Ao menos uma mãe, todos ainda têm. Digo ainda porque, na paranóia de “brincar de Deus”, o homem tenta produzir o semelhante com dispensa da participação natural dos dois sexos. A clonagem se proporia a replicar a espécie em laboratório, desnecessária a união sexual entre mãe e pai.

Enquanto esse mundo novo não chega, todos têm ao menos uma mãe. os felizardos que têm mais de uma. A avó, que ajudou a criar. As “mães postiças”, que são aquelas que adotam afetivamente os amigos dos filhos, as crianças que admiram e que continuam a maternizar durante toda a vida.

E , infelizmente, os que não têm mãe. Dentre os quais me incluo. Sem deixar de reconhecer que à minha mãe eu devo o que sou. Se não sou melhor, não foi por falta de investimento materno. Ela me ensinou a ler, me ensinou a pensar, me ensinou a viver.

Ao mesmo tempo em que me sinto privilegiado por poder contar com essa mãe atentapor sinal, não muito diferente de outras mães de minha geraçãolamento por aqueles órfãos de mães vivas. As mães que não se preocupam com a formação dos filhos. As mães que satisfazem todos os desejos, como se a vida inteira se resumisse em atender ao ego insaciável. As mães que se recusam a recriminar, que se dizem “amigas” dos filhos, quando estes precisammesmo e efetivamente – de uma mãe.

O pai é necessário. Mas a mãe é imprescindível. Ela é a educadora. No momento em que ela passou a assumir outras funções, ganhou o mercado de trabalho, devotou-se à profissão, não se sentiu realizada com a hercúlea missão doméstica, o resultado foi uma geração perdida. Gente sem limites, sem freios, sem parâ
metros.
Nada substitui a mãe. Se existe um ser insubstituível, esse é o que foi abençoado com o dom maravilhoso de coparticipar da obra divina da criação. É mais fácil crer em Deus quando se tem mãe. A titular do amor incondicional, a amiga verdadeira, o único ser disposto a oferecer sua vida em benefício da cria.

Neste dia reservado especialmente às mães, os que têm a ventura de poder abraçá-las não economizem carinhos. Os outros, tenham suas mães no pensamento. O coração delas, estejam onde estiverem, também está ancorado na lembrança dos filhos.
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