A Serra do
Japi merece cuidados especiais.
É um
patrimônio da humanidade.
Ninguém a
construiu,
mas muitos sabem – e
querem –
destruí-la. Se a
porção sensível de
jundiaienses não se
arregimentar,
continuará a
invasão de
loteamentos,
os desmatamentos,
os incêndios “por acaso”,
mas que servem aos objetivos da ganância e do
imediatismo.
Se
é verdade que a Serra do
Japi está em
vários municípios e
Jundiaí não é o
único interessado em
sua preservação,
não é menos certo que é a
maior das cidades privilegiadas.
Bem por isso,
é obrigação jundiaiense exercer uma espécie de
liderança no
zelo da Serra.
Isso implica em
obter junto ao governo do
Estado maior efetivo da polícia ambiental. A
Polícia Militar está muito bem preparada e
saberá auxiliar os preservacionistas,
para que as
futuras gerações também tenham do
que se
orgulhar.
Mas também não está o
município proibido de prover a
sua Guarda Municipal de um
corpo especialíssimo para a Serra.
Sei que já existe algo e
que os guardas são interessados e
atendem,
na medida de
suas possibilidades, a
defesa dos
interesses ecológicos.
Mas é preciso mais.
Por que não formar um
corpo especial de
guardas-cavaleiros,
que caminhem pela Serra a
cavalo?
Quem conhece o
Canadá não se
esquece de
sua Real
Polícia Montada,
assim como quem já visitou Viena sabe o
que significa a Real
Escola Hispânica de
Montaria. A
criação desse grupo montado atenderá a
muitos objetivos.
Poderá percorrer o interior
da nossa “muralha verde” sem afetar em
demasia o
ambiente. O
cavalo alcança as
picadas que os jipes não conseguem adentrar.
Além disso,
estar-se-á a
incentivar o
trato eqüestre que é um dos
mais antigos e
mais nobres da história da Civilização.
Quem cuida de
cavalo fica mais sensível para cuidar do
seu semelhante.
Os animais são fiéis,
não mentem,
não são maledicentes,
não têm inveja. São
naturalmente bons.
Será útil para a
sensibilização da Guarda e
também servirá à causa preservacionista. O
Canadá realiza todos os anos a
sua maratona musical, com performance dos
cavaleiros garbosos,
cada qual com
seu cavalo.
Por que não tentar fazer algo semelhante em
Jundiaí,
mediante a
conciliação de
uma coisa urgente com o
turismo cada vez mais imprescindível nestes tempos de
crise?