Muito obrigado,
Minas Gerais.
Não há dúvida de
que o
Brasil mais uma vez encontra-se em
débito com o
grande estado de
Tiradentes,
Xica da Silva e
Tancredo Neves.
Não fosse
Minas se
sujeitar a
ser palco de um
terremoto de
quase 5
graus na escala Richter,
não perceberíamos o
progresso evidente da nação rumo ao primeiro mundo, e,
porque não dizer,
na trilha progressista do
Japão,
exemplo de
país bem administrado e
capaz,
graças a
obstinação do
povo, de
superar o
insuperável para ser a
terceira economia mais rica do
planeta.
O
terremoto no
norte de
Minas veio corrigir isso.
Graças a
ele,
temos certeza de
estar no
caminho certo,
conduzidos pelas mãos firmes do
grande companheiro,
nosso líder que nunca sabe de nada.
Desde décadas estávamos habituados a
achar que no
Brasil não aconteceriam tragédias naturais,
que nossa cota de
desgraças era
preenchida pelos políticos, mal
terrível e
dramático do
qual não nos
livraríamos nunca.
Mas não é mais verdade.
Nosso rumo é certo e a marcha acelerada e forte. Estamos quase lá. Depois de tornados, ciclones, tempestades extra-tropicais, e, agora, um terremoto, falta uma erupção vulcânica e um tusnami para não haver mais dúvidas. O Brasil faz parte das nações ricas.
Que em contrapartida se aproximam mais do terceiro mundo, com políticos corruptos infestando seus parlamentos. Não há nação tradicionalmente rica que não tenha um ou dois escândalos na boca do forno.
Mais um pouco e a globalização estará completa. Nós palco de catástrofes naturais e eles de tramóias de nos deixar com vergonha.