Pode parecer absurdo,
mas,
segundo um
homem de
toda credibilidade, o Professor
José Pastore, a
prefeitura de São Paulo
pretende cortar mais de 40
árvores do
cemitério da Consolação.
As
razões,
neste país de
loucos,
como sempre são secretas,
ou ninguém conseguiu atinar com
elas,
começando pelo infeliz autor da idéia.
Quem tem memória se
lembra que há alguns anos um
grupo de
funcionários preguiçosos envenenou dezenas de
árvores do
mesmo cemitério para não ter que limpar as
folhas que caiam.
Pode ser que atrás da nova
idéia esteja o lobby dos
funcionários,
interessado em
continuar sem limpar as
folhas ou em
diminuir o
trabalho atual,
deixando de
limpar as
folhas das árvores a
serem cortadas.
Numa cidade como São Paulo
uma idéia dessas soa patética.
Nosso drama
é a
falta de
verde, de
natureza.
Aí vem um
gênio e em
momento iluminado decide
cortar as
árvores do
cemitério.
Confesso que fico com
vergonha de
morar aqui.
Quando idéias deste tipo começam a
vingar o
problema está muito mais embaixo do
que as
ruas paradas.
Cortar figueiras e
quaresmeiras crescidas sabe se
lá em
nome do
que é conspirar contra a
cidade,
é crime contra o
planeta e contra a
memória dos
mortos.
Depois de
cortar as
árvores,
daqui a
pouco algum luminar da Câmara Municipal
vai apresentar um
projeto para vender o
cemitério para alguma incorporadora,
ou para transformá-lo em
terreno para abrigar os novos barracos dos
sem casas.
Enfim cada cidade tem o
governo que merece. Se o
nosso pretende cortar árvores, com
certeza nosso pecado é muito grande.