Não é todo mundo que chega lá.
Sessenta anos de
casados é muito tempo,
até para quem casou cedo.
É verdade que a data,
daqui pra frente será mais fácil de
ser alcançada.
Afinal, a
longevidade humana tem aumentado bastante ao longo das últimas décadas e,
atualmente,
paises como o
Japão já apresentam expectativa de
vida,
acima dos
oitenta anos.
De
outro lado, a
vida em
comum vai ficando mais curta, com
os casais se
separando com
enorme regularidade,
pouco tempo
depois de
casados.
Quer dizer, se de um
lado a
expectativa de
vida facilita, de
outro as
agruras do
mundo dificultam, o
que leva o
tema para o
mesmo resultado de
hoje:
pouca gente faz ou fará bodas de
diamantes.
É por isso que a
crônica de
hoje é uma homenagem especial
para um
casal que eu conheço faz tempo e
que na semana passada teve o
privilégio de
fazer bodas de
diamantes,
os dois inteiros,
bem de
saúde,
cercados por uma família amorosa e
unida.
Marcello e Lucinha Vidigal merecem a data. Que a felicidade dela se prolongue por muitos anos, amém.
Num mundo cada vez mais materialista e brutal, os dois se destacam pela suavidade da vida em comum, pela integridade, pela boa educação, pela lealdade e pela amizade.
São qualidades cada vez mais raras. Mas são elas que fazem a diferença na hora da onça beber água. Ninguém se lembra dos que não fazem nada para fazer a vida melhor. Dos que passam achando que tudo é deles. Ficam os que se entregam à vida acreditando em valores maiores. É por isso que Marcello e Lucinha deverão ficar.