A
vida acontece em
etapas mais ou menos claras. A
primeira é a
infância,
depois vem a
escola, a
faculdade, o
trabalho, a
família, e
assim sucessivamente,
até o
encontro derradeiro, o
resgate da paz,
deitado eternamente na companhia dos
que partiram antes e
que nos
eram caros.
Cada uma marca de um
jeito,
deixa uma lembrança,
mas todas,
sem exceção,
representam um
passo a
frente e
uma perda.
Ainda que não acontecendo de forma
absolutamente estanque –
ela e
mais nada –
cada etapa,
depois de
cumprida,
deixa para trás situações confortáveis,
gente querida,
alternativas que não existem mais.
É
assim comigo, com você, com todo mundo. Amigos de
escola se tornam lembranças distantes. Rostos somem no corre-corre
da vida, amizades eternas viram fumaça escondidas pelas curvas
da estrada.
Minha filha mais moça acaba de se formar na faculdade. Publicitária, ela já estagiava faz tempo. Ao longo do caminho conquistou prêmios importantes, aprendeu lidar com gente, enfrentou dificuldades, apanhou, bateu, ganhou experiência.
Ela não é diferente dos outros, passou pelas mesmas coisas, até chegar na apresentação do TCC e se formar, aos 21 anos de idade.
É muito pouco, mas é o ritmo do mundo moderno. O mundo ligado na rede, na globalização.
Agora, não tem mais faculdade. Não tem o stress da necessidade de nota, de apresentar o trabalho, das discussões com os colegas.
Nova etapa se abre diante dela. Novas montanhas a serem escaladas. Outros dragões a serem vencidos, mas acima de tudo a possibilidade de ser feliz dentro da vida que ela escolher. Viver é isso, optar, e tocar em frente. Sorrir carregado de vida, otimismo e lembranças.