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O FIM DO ANO CHEGOU

Para mal dos nossos pecados, chegou o final do ano. Ainda falta um mês, mas, na prática, 2007 entra na reta de chegada, com tudo de desgraçado que isso traz consigo, começando pela certeza dos quilos a mais e do colesterol para deixar seu médico mal humorado.

Não tem jeito, nem o que fazer. A maratona está em curso desde a semana passada, com os primeiros jantares de fim de ano pipocando sua alegria, sua disfarçada procura por confraternização profissional e, por que não, sua necessidade de calor humano, invariavelmente longe do peito humano, ao longo de boa parte do ano.

As festas de fim de ano podem ser uma perdição. A maioria não tem nada de espetacular, além de encontrar gente de quem a gente gosta. Mas algumas servem verdadeiros banquetes, daqueles de deixar os deuses nórdicos com água na boca e pena de seu Valhala.

Algumas Valquírias inclusive deixam suas irmãs mitológicas no chinelo, pela animação e, às vezes, pela beleza de guerreiras modernas, muito mais afeitas as agruras do mundo e por isso mesmo, sabendo como passar por elas.

Mas as festas não apenas de noite. Existem os almoços de confraternização que se somam aos jantares de confraternização, muitas vezes com dois ou três no mesmo dia, exigindo das pessoas fôlego de político, daqueles que vão a três almoços, duas missas de sétimo dia, um velório, quatro casamentos e dois jantares, todos os dias.

Haja capacidade de sobrevivência. Se Darwing fosse vivo, daria muito mais peso aos que não morrem nos finais de ano para justificar a teoria da evolução. Mas mesmo os que não morrem não saem impunes. Alguns quilos sempre vão junto.

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