As
pessoas são melhores ou piores de
acordo com o
ponto de vista de
outras pessoas que podem ou não gostar delas.
Uma questão de
empatia ou antipatia.
Que é suficiente para aproximar ou afastar seres humanos que por alguma razão se
identificam ou não.
Essa é a
regra geral. A
norma empírica e
metafísica que coordena as
aproximações e
afastamentos,
como se
houvesse algo mais profundo por trás.
Quem sabe o
sopro de um
anjo,
ou uma convergência cósmica,
unindo na terra
forças que se
atraem no
mais distante do
universo.
Mas existem pessoas que não tem como você não gostar.
Gente que não sabe muito bem o
que é um
inimigo ou mesmo um
desafeto.
Algumas se
aproximam dos
querubins,
outras estão mais para entes mágicos,
mas algumas são simples
mortais,
que apesar de
tudo passam da esquerda até a
direita,
sempre compondo ou aproximando, em
nome de um
jeito que é só dele, e
que ultrapassa as
fronteiras da ciência para cair no
mais inexplicável gesto humano,
entre todos que nos
fazem únicos.
Anna Maria Martins
faz parte desta tribo. A
contista primorosa é também um
ser humano invejável.
Naturalmente boa,
muito inteligente e
civilizada,
transforma a
simpatia inata numa qualidade maior porque graças a
ela acaba querida de
gregos e
troianos,
passando por romanos e
cartagineses.
Anna Maria Martins
é uma estrela que une,
ainda que como cometas,
pessoas de
todos os tipos que se
sentem bem em
sua companhia,
ou que confiam nela,
ou que precisam dela para resolver um
assunto sem solução.
Anna Maria Martins
é a
secretaria geral da Academia
Paulista de
Letras. Se
todas as
secretarias fossem como ela, o
mundo teria outra cara.