Deixando de
lado as
discussões de
praxe que se
sucedem sempre que São Paulo
é palco de
alguma ação mais arrojada, e
sem ser especialista em pontes,
gostaria de meter
minha colher torta na discussão sobre a nova
ponte na Marginal do Rio
Pinheiros.
Construída no
lugar certo,
ou projetada para o
lugar errado, o
fato é que a
ponte, com
seu estais pintados de
amarelo vai tomando vulto e se
impondo,
majestosa,
na paisagem plana da várzea do
rio.
Alta,
muito alta,
seu corpo pode ser visto de
longe,
criando um
referencial,
que todos esperam,
não tenha rapidamente o
nome trocado como acontece regularmente na cidade.
A
prova é a Ponte
Cidade Jardim que teve seu nome trocado e agora,
graças a
uma decisão inteligente da prefeitura,
volta a
ter seu nome tradicional,
escrito em
cima do
nome oficial que nunca pegou.
A
ponte nova
da Marginal do
Pinheiros é uma ponte rara no
Brasil.
Nós não temos o
hábito de
construir pontes com
esta tecnologia, o
que não quer dizer que não saibamos fazê-lo,
como a nova
ponte o
demonstra.
Imensa em
sua altura fora dos
parâmetros normais, a
torre ao que parece foi pensada para ser isso mesmo e se
transformar num referencial para facilitar a
localização de
quem anda pela malha urbana,
numa região desprovida de
qualquer acidente natural
capaz de
dar as
coordenadas para sua localização aos motoristas e
motoboys.
Confesso que ela me
agrada.
Que me
parece inserida no
contexto da cidade, com
seus exageros, em
todos os sentidos. E
como não sou arquiteto,
nem urbanista,
não acho que sua estrutura seja um
desperdício. As
grandes obras,
ainda que discutíveis,
são parte das grandes cidades. Se
não fosse
assim, o
que fazer com o
pórtico do
Patriarca?