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Crônicas Antonio Penteado Mendonça A PONTE NOVA DA MARGINAL DO PINHEIROS

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A PONTE NOVA DA MARGINAL DO PINHEIROS

Deixando de lado as discussões de praxe que se sucedem sempre que São Paulo é palco de alguma ação mais arrojada, e sem ser especialista em pontes, gostaria de meter minha colher torta na discussão sobre a nova ponte na Marginal do Rio Pinheiros.

Construída no lugar certo, ou projetada para o lugar errado, o fato é que a ponte, com seu estais pintados de amarelo vai tomando vulto e se impondo, majestosa, na paisagem plana da várzea do rio.

Alta, muito alta, seu corpo pode ser visto de longe, criando um referencial, que todos esperam, não tenha rapidamente o nome trocado como acontece regularmente na cidade.

A prova é a Ponte Cidade Jardim que teve seu nome trocado e agora, graças a uma decisão inteligente da prefeitura, volta a ter seu nome tradicional, escrito em cima do nome oficial que nunca pegou.

A ponte nova da Marginal do Pinheiros é uma ponte rara no Brasil. Nós não temos o hábito de construir pontes com esta tecnologia, o que não quer dizer que não saibamos fazê-lo, como a nova ponte o demonstra.

Imensa em sua altura fora dos parâmetros normais, a torre ao que parece foi pensada para ser isso mesmo e se transformar num referencial para facilitar a localização de quem anda pela malha urbana, numa região desprovida de qualquer acidente natural capaz de dar as coordenadas para sua localização aos motoristas e motoboys.

Confesso que ela me agrada. Que me parece inserida no contexto da cidade, com seus exageros, em todos os sentidos. E como não sou arquiteto, nem urbanista, não acho que sua estrutura seja um desperdício. As grandes obras, ainda que discutíveis, são parte das grandes cidades. Se não fosse assim, o que fazer com o pórtico do Patriarca?

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