Quem acompanha a
Crônica da Cidade sabe que entre minhas manias
não está elogiar a
CET.
Pelo contrário,
costumo ser duro com a
incompetência da nossa líder do
trânsito,
que invariavelmente piora o
que já está muito ruim.
Então,
para estas pessoas, a
crônica de
hoje é a
exceção à regra, a boa nova,
que poderia se
perpetuar no tempo,
como a
luz verde se
perpetuou por um
bom e
longo tempo,
enquanto eu varava a
Avenida Paulista, a
heróicos 60
quilômetros por hora, do
túnel da Dr.
Arnaldo,
até a
esquina da Avenida Brigadeiro Luiz Antonio,
surfando numa onda verde que me fez
lembrar os tempos do
prefeito Jânio Quadros,
quando trajetos como este era o normal.
Um
depois do
outro,
todos os semáforos ou já estavam verdes,
ou iam mudando de
cor,
permitindo,
numa sinfonia maravilhosa que os carros correndo pela avenida atravessassem o
pedaço numa única esticada.
Ah, se essa verdade se repetisse todos os dias e não numa única manhã, abençoada pelos anjos, que me permitiu atravessar do Pacaembu ao Jabaquara em perto de meia hora, um verdadeiro recorde para os tempos paulistanos.
De qualquer forma, fica aqui meu elogio para a CET. Elogio atípico e com o qual eu aproveito para cobrar que a cena se repita mais vezes, em mais ruas e avenidas.
Os funcionários da CET podem ter certeza que é muito melhor elogiar do que criticar. O elogio faz bem pra a alma, desopila o fígado, nos faz ficar em paz com as forças cósmicas que comandam o universo, enfim, nos deixa de bom humor. E numa cidade como São Paulo, ficar de bom humor é a melhor vingança.