Quem conhece as
primaveras de
Uberaba não fica tão impressionado,
mas para quem nunca foi para a
simpática cidade do
Triângulo Mineiro,
nem viu suas primaveras florirem o
ano inteiro, as
primaveras de São Paulo
engordam os olhos e
fazem bem pra alma.
Nesta época do
ano elas ficam lindas.
Não são muitas, é verdade. Mas as que dão o ar da graça, espraiadas sobre muros e telhados, são deslumbrantes, vestidas em
suas cores vivas, que variam de planta
para planta, criando um jogo de amarelinha todo próprio e rico, como se
os anjos decidissem brincar nos espaços da
cidade.
Como
não são muitas, as
primaveras não têm a menor pretensão de concorrerem com as grandes floradas que enfeitam São Paulo durante o
ano. Basta seu momento, comemorado com recato.
Elas sabem que não teriam chances contra as azaléias, os ipês e as quaresmeiras, para não falar nas paineiras que, perto das outras até que são poucas, mas por isso mesmo criam um cenário especial em volta do pedaço onde florescem.
As primaveras sabem seus limites e não tentam ir além. Por isso as plantas enfeitam apenas pequenos trechos de rua, quando não somente os jardins onde estão plantadas.
Mas vê-las com seus galhos de grandes trepadeiras espalhados por áreas consideráveis, completamente cobertos de flores é um refresco para a alma depois de um dia de correria e muito trabalho.
Cada um faz o que pode para fazer o mundo melhor. Pelo menos deveria ser assim e se não é não é culpa de quem faz. As primaveras acreditam nisso, por isso dão sempre o máximo de si.