Lygia Fagundes Telles é múltipla.
Escritora inspirada, dona de um
texto preciso e
cortante.
Contraponto da própria essência,
criado por ela e
aumentada pela lenda.
Personagem forte e
íntegra.
Meiga,
mas dona de
seu destino.
Ser humano maravilhoso,
amiga dos amigos,
amiga da vida,
amiga do
gênero humano no
que ele tem de
belo e
positivo.
Mulher.
Lygia ultrapassa os limites de
sua própria existência e
penetra no
eterno,
transbordando de
vida,
como se
não tivesse tempo
ou idade,
mas fosse
uma espécie de
divindade mítica. Musa de um
gênero único,
protetora das artes, com um
jeito todo próprio,
na forma de
falar, de
expor as
idéias, de se
entregar a
elas com a
mesma paixão com
que vive a
vida -
sua e de
seus personagens.
Tudo isso sempre esteve presente de forma
marcante no
texto de
Lygia ao longo de
sua obra reconhecida e
consagrada como uma das mais ricas da literatura brasileira de
todos os tempos.
São
personagens fantásticos,
temas inusitados,
escritos de
uma forma particular
que dá para a
escritora viceralmente paulista a
dimensão do universal.
Lygia é Lygia aqui,
na Abissínia, em Alexandria, Nova
Iorque, Paris,
Mesopotâmia ou na terra
mágica do
poeta Manoel Bandeira,
onde,
cometa, com
certeza também é amiga do
rei.
Lygia é Lygia, no
coração da poesia humana de Paulo
Bomfim, no
carinho de
José Renato Nalini, de Ives
Gandra, de Gabriel
Chalita, de Ana Maria Martins e
todos os outros que convivem com
ela na Academia
Paulista de
Letras. E a
regra é a
mesma na Academia
Brasileira de
Letras.
Agora, com
Conspiração de
Nuvens,
Lygia mostra outro lado,
mais humano, no
desvendamento das respostas para sua vida e
seus sonhos.