Eu andava desconfiado que o
sumiço dos
pernilongos não era
fruto de
ação humana e
muito menos da prefeitura.
Tanto que já tinha escrito a
respeito,
levantando hipóteses,
colocando outras idéias,
batendo no
risco de
uma volta sem aviso,
para nos
pegar de
surpresa.
E
parece que foi isso que aconteceu.
Pelo menos não vi
nenhum comunicado à imprensa,
relatando fato relevante,
feito pelo alto
comando dos
pernilongos urbanos.
Também não tenho notícia de
que alguém tenha visto tal documento,
muito embora isso não seja determinante,
uma vez que nem sempre a
imprensa fica sabendo dos
comunicados à imprensa.
Alguns são tão secretos que até quem os escreve nega,
quando é descoberto por algum jornalista fora da lista.
O
fato é que por uma razão,
ou por outra,
os bichinhos voadores estão aí, com
seu fuim infernal
atazanando a
vida da população e se
multiplicando com a
rapidez dos
beija-flores voando,
para conseguir o
máximo de
sangue com o
mínimo de
esforço para toda a
coletividade.
Além disso, é evidente que eles têm um acerto com os “aédis egiptios” para facilitar a ação dos primos na disseminação da dengue, de preferência hemorrágica, na capital.
O preço do acordo ainda é desconhecido, mas como os pernilongos não fazem nada de graça, é de se esperar algum tipo de contrapartida para compensar os esforços em favor do aumento exponencial dos casos da doença na cidade de São Paulo.
Também não podemos descartar um acerto, como já foi feito no passado, entre as lideranças dos pernilongos e os fabricantes de inseticida, destinado a aumentar o lucro de uns e a quantidade de sangue dos outros, tudo sem comprometer o desconforto da população.