Oliva Mello,
Zequinha e
Arnolfo,
ao verem a
praça enfeitada,
saíram correndo para contar para o
Almirante Pereira a
respeito das prováveis intenções do
vizinho Wendell
para marcar a
fogo no
calendário da cidade a
chegada e a
estação da primavera.
Não pode haver outra razão para a
praça estar enfeitada, com
canteiros de
flores descendo pela encosta abruta,
ainda que a
maioria plantada na parte baixa porque é mais fácil de plantar e
mais perto da calçada.
A prefeitura ajudou. É verdade, eu mesmo vi seus jardineiros agachados nos gramados mal cuidados do Wendell, tentando mudar a cara do lugar, substituindo a grama estragada pelas
flores de
estação.
Por outro lado, o Wendell pode ter se encarregado de contratá-los, mas conhecendo a longa história da sua praça fica difícil acreditar, porque o Wendell sempre se orgulhou muito dela, mas fez pouco para embelezá-la. Desde sempre, tanto faz de que lado da rua, em suas três partes, ela sempre foi o que é: um gramadão mal cuidado, com árvores e canteiros quebrando o feio do chão entregue ao Deus dará, faça chuva ou sol, ao longo de mais de duas décadas.
De qualquer forma, ao verem um belo pedaço da praça enfeitado para festa, os três amigos se sentiram na obrigação de convidar o Almirante Pereira para participar das comemorações. Tanto faz o que, desde que bem comemoradas, com fogos, bebida de graça e muita, mas muita, música sertaneja, daquelas em que o peão mata a mulher com a sem cerimônia dos sabiás cantando nas matas.
Ao que parece o almirante aceitou e até propôs a banda dos fuzileiros aposentados para tocar dobrados e alegrar mais o ambiente.