A
leii da Cidade Limpa está fazendo um
ano.
É impressionante como o tempo
passa rápido,
mas é mais impressionante ainda o
que uma boa lei
pode fazer pelo espaço em
que vivemos.
São Paulo,
sem os anúncios e
faixas de
todos os tipos e
tamanhos que tapavam seus horizontes,
é outra cidade.
Mais clara e
mais bonita.
A lei
foi severamente criticada,
diziam que geraria o
desemprego de
milhares de
pais de
família,
que seria o
caos trabalhista e
que ninguém teria o
direito de
fazer uma coisa destas.
Diziam que não era
possível.
Que era
mais uma lei
condenada a
não pegar,
como milhares de
outras que entopem os compêndios legais brasileiros e
que pouca gente sequer sabe que existem.
Houve gritaria de
todas as
maneiras.
Claro que a
maioria contra.
Mas a lei
veio,
pegou e
limpou São Paulo.
Hoje a
cidade tem horizontes.
Sua visão não acaba numa faixa estendida em
cima da rua,
ou num outdoor
que ficava cada vez maior,
anunciando o
fim do
mundo para depois de
amanhã.
Os prédios saíram de
seus esconderijos.
Sem as
placas e
anúncios,
uma arquitetura inédita deixou o
armário,
estampou uma cidade nova,
feita de
prédios feios e bonitos,
até então escondidos atrás de
anúncios sempre mais feios do
que eles.
Bem vinda lei
da Cidade Limpa.
Pegou para o
bem da cidade. E
na sua radicalização, agora,
abre espaço para a
discussão de
uma política inteligente para o
uso do
espaço urbano,
na propaganda de
marcas e
produtos e
para a
localização dos
estabelecimentos de
todos os tipos que precisam ser localizados facilmente para não parara ainda mais nosso trânsito caótico.